sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Barriga de Freira. Doçaria conventual Portuguesa!

 


Barriga de Freira. Doçaria conventual Portuguesa!

Para se ir à história temos que recuar ao Século XV para falarmos sobre a conventual e nacional Barriga de Freira. Ordens religiosas, conventos e até mosteiros foram percursores da doçaria em Portugal!

Especialmente porque constituíam uma fonte de rendimento para gerir estas estruturas, tirando partido do pecado da gula nacional! À época, doces como a conventual e nacional Barriga de Freira eram considerados um luxo!

Representavam o “grand finale” de uma refeição!

Também eram utilizados em grande quantidade nas comemorações das festas litúrgicas e vendidos não como manjar de príncipe, mas como doce do céu.

História de doçaria como a conventual e nacional Barriga de Freira, está diretamente relacionada com o desenvolvimento económico, social e cultural do país.

Os doces sempre estiveram presentes no fausto das refeições dos conventos, mas somente a partir do século XV, com a divulgação do açúcar, atingiram notoriedade.

O açúcar possibilitou a criação de várias “caldas”, que mãos sábias souberam encontrar e padronizar.

Além de fortuna, os conventos tinham fácil acesso aos diferentes produtos para praticarem uma boa mesa.

A famosa zona de Tentúgal é disso grande exemplo, e esta iguaria pode por exemplo encontrar-se em todas as pastelarias desta vila.

À semelhança do Pastel de Belém, a conventual e nacional Barriga de Freira apenas nos permite obter uma receita aproximada que aqui deixamos.



Ingredientes:


Para o doce

  • 100 g de amêndoas ralada
  • 12 gemas
  • 200 ml de água (200 g se for pesada na Bimby)
  • 500 g de açúcar
  • 50 g de miolo de pão
  • Para a cobertura e decoração
  • canela em pó p/ polvilhar
  • amêndoa p/ decorar (opcional)


Confeção Tradicional:

Rale o miolo do pão e reserve. A amêndoa poderá ser ralada finamente (sem pele) na altura da confeção do doce ou comprada já moída.

Leve a água com o açúcar ao lume e deixe ferver cerca de 2 minutos até ficar em ponto de pérola (verifica-se o ponto deixando correr um pouco de calda de uma colher; esta corre em fio e fica com uma bola suspensa na ponta). Retire do lume e deixe arrefecer um pouco.

Junte a amêndoa e o pão à calda e leve novamente a ferver em lume brando, mexendo sempre. Quando levantar fervura, mantenha mais um pouco no calor (cerca de 5 minutos).

Retire uma porção do preparado para uma taça e envolva nela as gemas, levemente batidas, mexendo rapidamente para que não cozam.

Junte o preparado das gemas à restante calda e leve novamente ao lume. Deixe ferver, mexendo sempre, até atingir ponto de estrada fraco (ao passar uma colher na calda, forma-se uma espécie de estrada que deixa ver o fundo do tacho).

Retire do lume e coloque num prato ou taças de servir. Sirva a barriga de freira fria, polvilhada com canela e decorada a gosto, com amêndoa.


Preparação na Bimby:


Coloque o pão no copo e rale durante 10 seg. / vel. 9. Retire e reserve.

Rale a amêndoa (sem pele) do mesmo modo que o pão e reserve.

Coloque a água e o açúcar no copo e aqueça 25 min. / Varoma / vel. 1.

Retire o copo da base e deixe a calda arrefecer, cerca de 15 minutos, até aos 60º C.

Junte a amêndoa e o pão à calda e programe 8 min. / Varoma / vel. 1.

Programe mais 15 min. / Varoma / vel. 1 e adicione as gemas, ligeiramente batidas, pelo bucal da tampa.

No fim do tempo, retire de imediato do copo e coloque num prato de servir ou distribua por taças individuais. num prato ou taças de servir.

Sirva a barriga de freira fria, polvilhada com canela e decorada a gosto, com amêndoa.

SUGESTÃO:

Prepare um Pudim Molotov para aproveitar as claras que não usou na Barriga de Freira.




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